sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Can't tell you nothing

Há muito que não sentia uma nuvem de inspiração a pairar sobre a minha cabeça, mas acho que os acontecimentos mais recentes, têm vindo a criar condições para tal.

Hoje, vim aqui escrever sobre tudo o que tenho interiorizado e nunca tivera coragem de o expor a ninguém...
Sabes quando te sentes cansada do resto do mundo e cansada de ter sempre as mesmas pessoas por perto? Era assim que eu me sentia até estreitar os meus laços contigo.

Tenho perfeita consciência que a nossa amizade faz suscitar muitas dúvidas na mente de algumas pessoas, e não irei estar a mentir se disser que outrora, até eu mesma possuí todas essas dúvidas em relação ao que sentia. Mas não hoje. Não agora. Ensinaste-me o caminho para te encontrar e para te conhecer melhor, conhecer-te como mais ninguém conhece e eu estou tão grata por me dares essa oportunidade que seria incapaz de a arruinar ou fazer algo que a pusesse em risco.
Porém, apesar de já sentir alguma (imensa) confiança da tua parte, ainda não estou bem certa se realmente poderei confiar em ti. E, esqueces-te que pouco antes de nos conhecermos era assim que me sentia com o mundo, sem confiança em ninguém e afinal vens-me dar a parecer que és só mais uma cara conhecida como todas as outras. Mas, confesso que não quero imaginar já, o pior cenário acerca da nossa amizade, porque contigo também aprendi a dar tempo ao tempo, a deixar as coisas acontecerem, porque a cada vez que eu pensava demasiado em alguma coisa, parecia que só estava a desejar para que ela não acontecesse.

Ensinaste-me também a saber procurar as melhores memórias nos mais ínfimos detalhes no momentos em que passávamos juntos... Pois todas as noites adormecia a pensar nesses pormenores.
Aprendi também a ser mais forte e não ceder a tudo o que me pedias, embora, actualmente, confesse que ainda cedo em demasiado nalgumas coisas, mesmo tu não merecendo.

E aproveito já aqui, esta pausa para quem estiver a tentar adivinhar quem será esta pessoa mistério, para esclarecer qualquer que seja a vossa questão, que, estarei expressamente a referir-me a uma AMIZADE!
Voltemos agora, a mais um pouco de raciocínio cerebral...

Com o culminar da minha adolescência, vieram também alguns desgostos amorosos. Para aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer a verdadeira pessoa que continuava a nascer todos os dias com o sol dentro de mim, tenho a dizer que levaram consigo sempre um pedaço de mim assim que iam embora sem avisar e foram deixando o que restava de mim, a ser desgastado pelo tempo, como uma colina sofre com a erosão do mar...
E com esses desgostos, fui conseguindo perceber que a amizade seria o meu trunfo, a minha mais valia para viver de bem com a vida, para conseguir ultrapassar todos os obstáculos que se iam metendo no meu caminho. Seria com os meus (poucos) amigos que conseguiria fazer frente aos "Adamastores" da vida, e eu confesso, mais uma vez, que até agora estou a contar com a tua ajuda, para que nos ajudemos mutuamente.

E sublinho o "mutuamente", pois vejo todos os dias o quão errados são os juízos que as pessoas fazem de ti, pelo teu exterior. Apesar da maioria das pessoas me "matar" com o olhar, quando estou contigo, eu pressinto que nem tu tens a vida facilitada, apesar de, quereres mais do que nunca fazer passar que sim. Dás a impressão que não te importas com nada e que nada é mais importante que viver o presente, sem pensar nas consequências futuras, mas será aí que entrarei eu. Para te colocar no caminho, quando vir que estás prestes a cometer um desvio. E, ao mesmo tempo, espero de ti, o que tu esperas de mim.
Bem... Se calhar, tu de mim não esperas nada, mas eu de ti espero muito! Porque sei que és capaz de ser algo mais do que alguma vez foste para alguém, ver algo que nunca ninguém viu. E pronto, já disse. É aí que se encontram todas as minhas expectativas acerca da tua pessoa.
Cabe-te somente a ti, fazeres juz ao valor que para mim tens.

Ou será que terei que acabar este desabafo na interrogativa, duvidando de ti e no que realmente esta Amizade poderá resultar?

Ups...

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